terça-feira, dezembro 21, 2010

10 Maiores Jogadores de Futebol do Século 20

Listar os melhores jogadores de futebol, independente da categoria, não é uma tarefa simples. No entanto, a Federação Internacional de História e Estatísticas de Futebol (IFFHS) escolheu os 100 maiores do século 20. A escolha não foi aleatória. Num primeiro momento a entidade forneceu uma lista de candidatos para cada país baseada no desempenho dos mesmos no século passado. A essa lista juntou-se outra produzida localmente em cada país por especialistas, historiadores e jornalistas esportivos. Os nomes dos candidatos foram então colocados em votação para que um júri composto também pela mídia especializada e historiadores de futebol pudesse chegar aos 100 primeiros. O júri deveria atentar para as seguintes ressalvas: a lista deveria contemplar atletas de todos os continentes e os jogadores escolhidos tinham que ter mantido um alto desempenho por, pelo menos, uma década. Eis os 10 primeiros colocados. 
"ELE"
1. Pelé (23/10/1940). Edson Arantes do Nascimento é o nosso rei. O rei Pelé. E, de acordo com os números da IFFHS, Pelé é mesmo o rei do futebol do século 20. Pelé nasceu na cidade mineira de Três Corações. Seu pai, conhecido como “Dondinho” , tinha sido jogador profissional de futebol e um dos maiores cabeceadores de seu tempo. Aos 5 anos de idade Pelé mudou-se juntamente com sua família para Bauru,e aos 10 anos já integrava o time juvenil da cidade. De Bauru Pelé seguiu para o Santos. E do Santos, ganhou o mundo. Aos 16 anos vestiu pela primeira vez a camisa da seleção brasileira. Mas o mundo mesmo conheceu o talento de nosso jogador apenas no ano seguinte, na Copa da Suécia, em 1958, que terminou com o primeiro título mundial da seleção canarinho. Pelé participou ainda das Copas de 1962, 1966 e 1970. Depois do tricampeonato conquistado na Copa de 70, no México, Pelé deixou a seleção num empate contra a ex-Iugoslávia no Maracanã, diante de 138.575 torcedores, que gritavam enlouquecidos : “fica, fica”. Engana-se, porém, quem pensa que o rei deixou os gramados. Pelé estudou e se formou em Educação Física. Recordes: Mais jovem artilheiro Campeonato Paulista: 1957 - Santos (fez 17 anos durante a competição). Mais jovem Campeão Mundial: 1958 - Brasil (17 anos). Mais jovem Bicampeão Mundial: 1962 - Brasil (21 anos). Único Jogador tricampeão mundial: 1958-1962-1970 - Brasil . Maior ganhador de Campeonatos Nacionais do Brasil - 6 conquistas (1961-1962-1963-1964-1965-1968). Maior artilheiro em uma temporada do Campeonato Paulista: 1958 - 58 gols. Maior número de temporadas como artilheiro do Campeonato Paulista: 11 vezes. Jogador com mais gols na História do Torneio Rio-São Paulo: 49 gols. Maior artilheiro em uma temporada: 1959 - 127 gols. Maior artilheiro da história da Seleção Brasileira: 95 gols. Maior artilheiro do futebol profissional: 1284 gols.
Cruijff e Beckenbauer
2. Cruijff (25/04/1947). Johanes Cruijff cresceu dentro do Ajax, clube holandês de pouca expressão até então. Seu pai era dono de uma merceria e fornecia frutas e verduras para o clube. Aos 12 anos, após o falecimento de seu pai, sua mãe começou a trabalhar como faxineira no clube e inscreveu o filho nas categorias de base do clube para ajudar a superar uma deficiência física que o menino tinha nos pés e que o obrigava a usar aparelho ortopédico. Cruijff não só foi aceito no clube como virou o melhor jogador e o “cabeça pensante” da equipe. Ele criou aquilo que ficou famoso na época como futebol total no qual absolutamente todos os jogadores não possuíam posições fixas dentro de campo e alternavam-se em suas funções. E o goleiro? Bem o goleiro não trocava de posição com ninguém, mas era quem iniciava os ataques. 3. Beckenbauer (11/09/1945). Assim como Cruijff, Beckenbauer também teve seu destaque tanto como jogador como técnico. E como técnico talvez tenha ido ainda mais além. Franz Beckenbauer, ao lado do brasileiro Mario Jorge Zagallo, é um dos únicos dois representante do futebol a conquistar um título mundial como jogador e como técnico. Mas, vamos à sua história. Franz Beckenbauer tem o apelido na Alemanha de "Kaiser, o imperador". E não é para menos. É disparado o maior nome do futebol daquele país e um líder dentro e fora de campo. Beckenbauer começou a jogar futebol aos 14 anos nas categorias de base do Bayern de Munique, até então um pequeno clube da Alemanha. Com o Bayern, Beckenbauer foi campeão alemão em 1969 e 1972, e conquistou a Copa da Alemanha nos anos de 1966, 67, 69 e 1971.
Di Stéfano e Maradona
4. Di Stéfano (04/07/1926). Alfredo di Stéfano é conhecido como um dos maiores “ciganos” do futebol. E não é para menos. Este argentino de Buenos Aires percorreu o mundo enquanto jogador, chegando a defender as seleções da Argentina, Colômbia e Espanha. Apesar de ter um pai que fora um ex-jogador de destaque, di Stéfano não se interessava muito por futebol até marcar importantes gols para o time de seu bairro, aos 17 anos. Um ex-jogador do River Plate que conhecia o seu pai esteve em visita à sua casa e ouviu de sua mãe que o garoto tinha talento. O jogador não teve dúvida e levou di Stéfano junto com ele para o River. E ninguém se arrependeu. Di Stéfano estreou oficialmente pelo River em 1945, no time que era conhecido como La Máquina, e conquistou logo de cara o campeonato argentino. Sem espaço, foi emprestado para o Huracán. Em 1947, porém, voltou para o River e marcou 27 gols ajudando novamente o clube a conquistar mais um campeonato argentino. Depois de duas temporadas sem títulos, trocou o River pelo Millonarios, da Colômbia. Nem é preciso dizer que Di Stéfano ajudou o time a conquistar o campeonato colombiano daquele ano tornando-se ídolo do país. Pelo Millonarios disputou vários amistosos pelo país. E assim, os olheiros do futebol mundial o descobriram. 5. Maradona (30/10/1960). Dom Diego Armando Maradona. É assim que o jogador tornou-se conhecido no mundo todo. Com jogadas sensacionais e um comportamento um tanto extravagante, o jogador, hoje técnico da seleção argentina, conquistou o mundo. Há quem o ame. Há quem o odeie. E todos têm motivo para tal, afinal sua carreira sempre foi cercada de controvérsias - bem como sua vida pessoal. Maradona começou a jogar aos 9 anos de idade. Suas jogadas fantásticas chamaram a atenção dos olheiros que convenceram seu pai a levá-lo ao Argentinos Juniors, clube que fazia um bom trabalho de base na época. Já aos 17 anos foi convocado pela primeira vez para a seleção argentina. E neste mesmo ano tornou-se artilheiro do campeonato nacional. Em 1980 transferiu-se para o Boca Juniors, clube do coração. Dois anos depois, porém, foi contratado pelo Barcelona em uma transação bilionária para a época – 7 milhões de dólares.  Como jogador disputou 629 partidas oficiais e marcou 353 gols, sendo 8 em Copas do Mundo. 
Puskás e Platini
6. Puskás (02/04/1927). Puskás é o grande nome do futebol húngaro e não é por menos. O jogador fez história ao integrar o elenco que ficou conhecido como "os mágicos magiares". Puskás foi ainda um dos responsáveis por manter a invencibilidade da Hungria durante quatro anos no início da década de 1950, ao vencer os Jogos Olímpicos de 1952 e conquistar o vice-campeonato da Copa de 1954. Mas vamos à sua carreira. Ferenc Puskás lançou-se no profissional aos 16 anos de idade em um clube chamado Kispest, localizado próximo à sua casa. Seu pai era o seu treinador. Jogou pelo Kispest até 1949 e depois passou a defender o Honvéd, clube também húngaro. Foi durante o período em que jogou pelo Honvéd que Puskás protagonizou um dos episódios que marcaram sua carreira. Durante a Revolução Húngara de 1956, Puskás e alguns de seus companheiros de clube estavam na Espanha disputando a Copa dos Campeões da UEFA quando decidiram não mais voltar para a Hungria. Morreu em 2006, aos 79 anos. 7. Platini (21/06/1955). Michel Platini não teve um início fácil no futebol. Seu físico franzino o deixava constantemente no banco de reservas. Aos 17 anos, porém, estreou no time profissional do Nancy, na época na segunda divisão do Campeonato Francês. Aos 18, já era titular. Em 1978 ajudou a sua equipe a conquistar a primeira Copa da França. Nesse mesmo ano foi convocado para integrar a seleção francesa que disputaria a Copa do Mundo. A França, porém, não foi bem e acabou eliminada na primeira fase da competição. Um ano depois, Platini transferiu-se para o Saint-Étienne, depois de ter sido cotado por outros grandes times do futebol europeu. Platini liderou a equipe francesa rumo à Copa de 1982 – a França obteve o quarto lugar. 
A "Estrêla Solitária". Abandonado

8. Garrincha (28/10/1933). Mané, Garricha, Alegria do Povo, Anjo das Pernas Tortas. Chame como quiser. O que vale aqui é o talento e a alegria do brasileiro Manuel Francisco dos Santos, um dos legítimos representantes do futebol-arte de nosso país. Garrincha, cujo principal apelido veio de um pássaro que Mané gostava de caçar, nasceu em uma família pobre, de 15 irmãos. Começou a jogar futebol tarde, só aos 15 anos, no Pau Grande Esporte Clube – clube mantido pela fábrica onde trabalhava. Tentou ingressar no Flamengo, Fluminense e Vasco mas ninguém lhe dava chance em função de suas pernas tornas. Afinal, como um jogador conseguiria se destacar tendo uma das pernas cerca de 6 cm mais curta do que a outra e flexionada para o lado direito? Garrincha conseguiria. E quem descobriu isso pela primeira vez foi o técnico do Botafogo, Carlos Pinto. No Botafogo Garrincha jogou ao lado de outros grandes nomes do futebol brasileiro como Zagalo, Amarildo, Nilton Santos e Didi. Ficou 12 anos no Botafogo. Depois teve uma curta passagem pelo Corinthians, em 1966, e pelo Flamengo, em 1969. Pela seleção brasileira disputou 3 copas – 1958, 1962 e 1966. Nas duas primeiras ajudou o Brasil a conquistar a taça de campeão mundial. Ao todo foram 61 partidas pela seleção brasileira. E em campo, ao lado de Pelé, não perdeu um jogo sequer. Na vida pessoal teve nada menos do que 13 filhos com algumas mulheres, entre elas a cantora Elza Soares. E morreu de cirrose hepática, vítima do alcoolismo.
Charlton e Eusébio
9. Bobby Charlton (11/10/1937). O inglês Bobby Charlton nasceu em uma família de jogadores de futebol: seus três tios por parte de mãe jogaram profissionalmente como zagueiros. Bobby começou sua carreira nas categorias de base do Manchester United, clube com o qual manteve uma forte ligação durante toda a sua trajetória. Logo na sua segunda temporada como profissional ajudou o United a conquistar o título do Campeonato Inglês. O bom resultado se repetiu na temporada seguinte e o Manchester United foi inclusive semifinalista da Copa dos Campeões daquele ano. Com o United também, Bobby protagonizou uma das maiores tragédias do futebol mundial. 10. Eusébio (25/01/1942). O Pantera Negra, como ficou conhecido internacionalmente, nasceu na então colônia portuguesa de Moçambique, mas foi em Portugal que construiu sua sólida carreira como jogador de futebol. Seu primeiro clube como jogador profissional foi o Sporting Lourenço Marques, em 1957. Três anos depois dois grandes clubes já brigavam pelo passe do jogador: o São Paulo, do Brasil, e o Benfica, de Portugal. O clube português acabou oferecendo mais e Eusébio rumou então para Lisboa. Logo na sua temporada de estreia ajudou o clube a conquistar o seu segundo título da Copa dos Campeões. Ainda pelo Benfica conquistou 11 títulos da Liga Portuguesa. Grandes clubes tentaram levar o Pantera Negra como a Juventus, em 1964, que ofereceu 16.000 contos ao jogador que na época ganhava apenas 300 contos. Ao todo marcou 733 gols em 745 jogos disputados. Encerrou sua carreira em 1979 e hoje integra a comitiva técnica da seleção portuguesa. Até a próxima. edudoroteu@gmail.com

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